HIPERTIREOIDISMO – MESMO OS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS VARIANDO DENTRO DOS PADRÕES DE NORMALIDADE PODE AFETAR A DENSIDADE MINERAL ÓSSEA AUMENTANDO O RISCO DE FRATURAS

Observações recentes sugerem que, mesmo os níveis dos hormônios tireoidianos estando dentro dos padrões da normalidade, podem afetar a densidade mineral óssea e aumentar o risco de fratura. O mecanismo pelo qual as diferenças na concentração desses hormônios afeta o osso é, provavelmente, complexo, e as implicações para os pacientes com doença óssea permanecem incertos.

 

A tireotoxicose franca (excesso dos níveis do hormônio tireoidiano) tem sido associada a doença óssea há mais de um século, o efeito das anormalidades mais sutis na disfunção da tireóide, entretanto, tem sido difícil de definir. Observações anteriores já haviam relacionado o hipertireoidismo sub-clínico, o hormônio tireoestimulante (TSH), com níveis abaixo do padrão de normalidade, na presença de níveis normais de T4 livre e T3 livre a um aumento do risco de perda mineral óssea e fraturas. Duas publicações recentes foram mais longe e descreve as associações entre densidade mineral óssea e/ou aumento do risco de fraturas em indivíduos com níveis de função da tireoidiana no ‘normal’, faixa de referência eutireóideo (função tireoidiana normal).

 

Foi avaliado um relatório da associação entre níveis séricos do hormônio tireoestimulante e densidade mineral óssea. Foram observados vários homens saudáveis e eutireóideos (função tireoidiana normal). Descobriu-se que o nível do hormônio tireoestimulante (TSH) estava de acordo com a idade e a densidade mineral, mas não com a densidade mineral óssea do colo do fêmur do colo do fêmur. O hormônio tireoestimulante (TSH) também estava positivamente correlacionado com a idade e o peso, e negativamente correlacionado com o tabagismo, mas a relação com a densidade mineral óssea se manteve mesmo após ajuste para essas variáveis.

 

Observou-se que a relação entre o hormônio tireoestimulante (TSH), o T4 livre e o T3 livre e a densidade mineral óssea no quadril e coluna em várias mulheres pós-menopáusicas onde se observou um aumento da taxa de perda mineral óssea do quadril ao longo do tempo nas mulheres com níveis elevados de T3 livre ou T4 livre, que ainda estavam dentro dos padrões de normalidade eutireóideos.

 

Foi observado também um risco aumentado de fraturas não vertebrais em mulheres com níveis de T3 livre e T4 livre nos níveis superiores dentro dos padrões da normalidade. No entanto, o nível do hormônio tireoestimulante (TSH) não foi independentemente associado com a densidade mineral óssea ou risco de fratura. Através destas observações conclui-se que a variação nos níveis de hormônio tireoidiano dentro dos padrões de normalidade, ou seja, eutireóideo poderia afetar a saúde dos ossos.

 
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