QUALIDADE DE VIDA, NÃO SE CONSEGUE APENAS COM DETALHES, COM O PASSAR DO TEMPO, É A SOMATÓRIA DE PREVENÇÃO, CORREÇÃO HORMONAL, ESTILO DE VIDA, E PERSISTÊNCIA

ALIMENTAÇÃO NA MELHOR IDADE

 

À semelhança dos demais países latino-americanos, o Brasil vem passando por um processo de envelhecimento populacional nos últimos anos. Segundo estimativas, em 2025 14% da população do país ou 31,8 milhões de brasileiros estram com mais de 60 anos.

 

Neste contexto, os profissionais da saúde podem e devem exercer importante função, principalmente no que diz respeito ao acompanhamento das principais mudanças que ocorrem nessa fase da vida, tais como:

 

Fatores Fisiológicos: diminuição das pupilas gustativas e do olfato, diminuição da secreção salivar, aparecimento de  doenças periodontais (saúde bucal), diminuição de substâncias digestivas, diminuição nos movimentos peristálticos (obstipação intestinal);

 

Fatores Metabólicos: diminuição na secreção de hormônios e enzimas digestivas, dificultando a digestão de açúcares e gorduras;

 

Fatores Físicos: sedentarismo, limitações físicas, diminuição da acuidade de órgãos dos sentidos, que podem dificultar a compra, a preparação e a ingestão adequada de alimentos;

 

Fatores Psicossociais: isolamento, solidão e hábitos alimentares pregressos e muitas  vezes inadequados;

 

Fatores Patológicos: doenças como hipertensão arterial, diabetes, insuficiência cardíaca e osteoporose.

 

Ao conviverem com a presença simultânea dessas doenças, os idosos constituem um grupo nutricionalmente vulnerável, situação que pode ser agravada pelo consumo elevado de medicamentos, que freqüentemente provocam efeitos adversos.

 

Dessa forma, a intervenção nutricional faz-se essencialmente importante. É necessário avaliar as relações entre a composição corporal e o envelhecimento, trabalhar com a capacidade funcional dos macro e micronutrientes e melhorar os hábitos alimentares do idoso, satisfazendo os requerimentos nutricionais preconizados para conduzi-lo a um estado nutricional adequado.

 

Além disso, é preciso prevenir ou minimizar as complicações ocasionadas pelas doenças degenerativas e manter e normalizar as funções do sistema digestório. Todas essas medidas vão contribuir para garantir a qualidade de vida do idoso.

 
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